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Assunto #582: O número de “nada” é quase 30 milhões

Com a inflação chegando a dois dígitos e o desemprego nas faixas de renda mais baixas atingindo um terço da população, novembro marca o fim da última fase do auxílio emergencial e da substituição do Bolsa Família, criado há 18 anos. anos, através do Auxílio Brasil. Uma operação que vai empurrar mais brasileiros para a pobreza, em sua maioria mulheres, negros, jovens, com filhos, sem trabalho formal e morando nas periferias e bairros marginais, como Lucia Xavier, assistente social há mais de 30 anos e coordenadora da ONG Criola , descrito. , que opera no Rio de Janeiro. Ele relata ter visto pessoas que não podem nem comprar remédios e comida, especialmente proteína animal. “As pontas da carne costumavam ser compradas em açougues ou mercados, mas agora os recursos não são suficientes”, diz. O economista Marcelo Neri, diretor da FGV-Social, mede e analisa: a renda dos mais pobres diminuiu 21,5% desde o início da crise sanitária. “É um Brasil muito pior do que antes da pandemia.” E com sinais econômicos que apontam para uma maior deterioração. Neri explica que olhando para trás, há duas grandes crises: a recessão brasileira de 2016 e a mais recente, agravada pela pandemia. Mas olhando para frente, as perspectivas apontam para estagflação. E um governo incapaz de dirigir sua política social. Diante de um “apagão informacional” que dificulta a aplicação de políticas públicas, a vulnerabilidade é a nova regra. “Os mercados gostam de estabilidade, mas são os beneficiários desses programas que mais precisam.”


O que você quer saber:

O podcast El Sujeto é produzido por: Mônica Mariotti, Isabel Seta, Tiago Aguiar, Luiz Felipe Silva, Thiago Kaczuroski e Giovanni Reginato. Neste episódio também colaboraram: Gabriel de Campos e Ana Flávia Paula. Apresentado por: Renata Lo Prete.