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Assunto # 583: Amazon: The Rhythmic March of Destruction

Pela quarta vez consecutiva, o orçamento anual do Inpe informa aumento do desmatamento na região. Em relação ao período anterior, o aumento foi de 22%, correspondendo a mais de 13.000 km². Esses números não são apenas impressionantes, mas foram retidos pelo governo desde outubro, apenas para serem revelados após a Cúpula do Clima da ONU. Com as informações em mãos, o agrônomo André Guimarães, diretor executivo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), mede os danos: uma perda anual igual a quatro vezes o tamanho do Distrito Federal, 90% em operações ilegais e mais da metade em terras públicas, ocupadas para especulação imobiliária. “Ao perder a floresta, perdemos a biodiversidade, os serviços ambientais e os ciclos hídricos que ela mantém”, explica. Esse longo período de alto desmatamento coincide com a atuação dos militares no Conselho da Amazônia, contextualiza a jornalista Marta Salomon, colaboradora da revista Piauí e doutora em desenvolvimento sustentável. Ela se apoia em documentos públicos para afirmar que a atual estratégia oficial para o bioma remonta à ditadura. “É uma visão de que este não é um território estratégico para as mudanças climáticas, mas uma fronteira de recursos naturais a ser explorada.” Marta explica ainda que as Forças Armadas assumiram não só o comando estratégico, mas também o dos fundos públicos: em 2020, administraram 370 milhões de reais para a Amazônia, o dobro do que os órgãos ambientais tinham no período. E os resultados que vemos agora.


O que você quer saber:

O podcast El Sujeto é produzido por: Mônica Mariotti, Isabel Seta, Tiago Aguiar, Luiz Felipe Silva, Thiago Kaczuroski e Giovanni Reginato. Neste episódio também colaboraram: Gabriel de Campos e Ana Flávia Paula. Apresentado por: Renata Lo Prete.